Ares

{ em 30.08.2011 } { }

O que li de outros amigos designers na mesma posição que estou agora torna-se fato: escrever sobre seu próprio processo criativo é algo extremamente difícil. Realmente sinto na pele que meu fluir natural para a criação passa muito longe da linguagem verbal.

Numa tentativa de amenizar isto, as imagens abaixo são uma aproximação minha ao campo de minhas ideias. De algum modo – seja por sua sensação em primeiridade ou por sua simbologia – cada uma delas compõe com os conceitos que estão tanto na cerne quanto nas intenções deste projeto.

Joël Evelyñ & François - oH . . rHızoma drεam . .Cobalt123 - One Sky: Lightness of Being (cropped)
Flor-de-Lotuscroyboy87 - 117037943_96f1404ed8_b
csismn ---
Eric Fischer - See Something or Say Something ProjectAnoop Negi - Fishing Net Sunset
Alaskan Dude - Looking straight into The Wave, Coyote Butte North, Arizona
Mark Knol - x.01.plodeMaciej Lewandowski - Sea
Gwen Vanhee - spectrum.X_40x40cmPolynoid - Rebird - Screenshot cropped
Theo Jansen - Creature

Os devidos créditos seguem nos links e alt-tags das imagens.

Meio

{ em 28.08.2011 } { }

Meio que no meio. Do caminho, do processo, do descobrimento, da mutação, do projeto, da vida. Meio que onde há a existência do pé e da cabeça, mas que onde esta separação não faz sentido algum.

Criado já pelo meio, este espaço é uma interface tanto de meu acesso a um projeto que ainda não passa de um (mil) vir-a-ser, quanto de abertura de seu processo num ambiente passível de contribuição e composição aberta.

Ao longo dos quase 5 anos de minha graduação, trilhada (nem sempre de forma consciente) por linhas extremamente tortas, cada fragmento do tempo foi uma reinvenção de como sou e encaro a realidade. Literalmente ao sentir as repercussões positivas deste trilhar líquido e de constante questionamento, nasceu uma sede de me propor a caminhar por um mapa também errante para meu projeto de conclusão de curso, de modo que este conseguisse relacionar de modo profundo meu modo de ser, e meus questionamentos perante o design, a vida, e meus anseios criativos.

De certa forma, vislumbro constantemente em potência tudo o que esta conexão pode vir a ser. Em algum nível, já possuo o mantra que entoará a emergência de todo o projeto – mas estratificá-lo agora, é perder parte de sua potência bricoleur. Como num grande ato de improvisação, prefiro navegar em busca de linhas de fuga, dobrando e desdobramento conceitos à minha tortuosa maneira, ao mesmo tempo que pulo de levante em levante de atualizações concretizantes.

Como o próprio título da página anuncia, o projeto ainda não passa do vislumbre de muitos devires. Um projeto mutante do qual não se sabe ao certo quais formas exatas ele poderá tomar: é um processo, não um projétil. É um som, puro movimento, e determinante de um tipo de movimento. O que não significa a inexistência de tensões já existentes – mas sim que estas podem ainda se potencializar e fugir a novos platôs com grande simplicidade.

Durante as próximas atualizações deste espaço, trarei algumas das conexões que já teci durante este percurso, bem como experimentarei a construção de novas. Agradeço e dou boas-vindas a todos que me acompanharem nisto, e os convido a compor – às suas próprias maneiras – com as ideias, conceitos e processos inseridos neste blog. Namastê! =)


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