Ares

{ em 30.08.2011 } { }

O que li de outros amigos designers na mesma posição que estou agora torna-se fato: escrever sobre seu próprio processo criativo é algo extremamente difícil. Realmente sinto na pele que meu fluir natural para a criação passa muito longe da linguagem verbal.

Numa tentativa de amenizar isto, as imagens abaixo são uma aproximação minha ao campo de minhas ideias. De algum modo – seja por sua sensação em primeiridade ou por sua simbologia – cada uma delas compõe com os conceitos que estão tanto na cerne quanto nas intenções deste projeto.

Joël Evelyñ & François - oH . . rHızoma drεam . .Cobalt123 - One Sky: Lightness of Being (cropped)
Flor-de-Lotuscroyboy87 - 117037943_96f1404ed8_b
csismn ---
Eric Fischer - See Something or Say Something ProjectAnoop Negi - Fishing Net Sunset
Alaskan Dude - Looking straight into The Wave, Coyote Butte North, Arizona
Mark Knol - x.01.plodeMaciej Lewandowski - Sea
Gwen Vanhee - spectrum.X_40x40cmPolynoid - Rebird - Screenshot cropped
Theo Jansen - Creature

Os devidos créditos seguem nos links e alt-tags das imagens.

Comentários:

Sei como é difícil combinar as palavras de um modo que expresse a inconstância desse momento eterno incrível que é a criação.
Parece que a escrita e o verbo, para aqueles que não nasceram com habilidade poética como aquela que vemos em poetas como Fernando Pessoa, pode ser cruel. É difícil a criação harmoniosa de um conjunto de palavras que consiga ser mutável, que absorva os devires dos seus leitores entre as suas letras. Mas é também na dureza verbal que é possível organizar os pensamentos de modo que atinja a maioria das pessoas. Usar o maior número de linguagens possíveis para comunicar.
Você criou um texto imagético que só fez despertar diferentes devires sobre o seu projeto a partir da leitura de cada um que passa por aqui. Devires esses que tenho certeza que irão contribuir de algum modo para a realização dele.
Li esses dias que a imaginação não começa na formação de imagens, mas sim na habilidade de deformá-las. Que se uma imagem presente não fosse capaz de elucidar uma série de outras imagens ausentes, não existiria imaginação. E foi isso que você já evocou nesse começo. Você já determinou, pelo menos para mim, uma imagem de luz, harmonia e fluidez.
Tenho certeza que vai ser um processo incrível. Mergulhe. Que a gente acompanha.

Lucas Odahara ( 2011-09-06 at 02:50 )

Obrigado mesmo pelas palavras [=

O porquê de ter me proposto a escrever vai muito ao encontro do que você disse. Somo a isto o fato de que (como ocorre com qualquer linguagem) escrever não só exterioriza e potencializa o outro, como inerentemente modifica o mar interior no processo – se é que podemos separar desta forma.

Nunca havia pensado por este lado quanto à imaginação, gostei bastante! É incrível como esse mecanismo emergente está em todos os níveis – e o quanto as coisas simples que possuem uma latência expansiva enorme (como no exemplo da imaginação) são as que realmente modificam e têm um grande potencial de composição no todo.

Enfim, seu feedback foi valioso! Tanto por ver como o que comecei foi interpretado (e já composto), quanto por saber que há outros navegantes por perto! o/

Luiz Gustavo ( 2011-09-06 at 05:57 )

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